quinta-feira, julho 29, 2004
Julho.
Tenho um monte de coisas para fazer. E para planear. Adoro fazer planos. Ocupa-me a cabeça e dá-me uma noção de como vai ser a minha semana, dia, quinzena...depende dos planos.
Julho devia, sem qualquer tipo de dúvida, ser o mês para tirar férias.
Longas tardes de praia, longas noites mornas de interminável lazer.
E aqui estou, atulhada em trabalho, com deadlines que me estrangulam e impedem de respirar. Aqui estou, notepad aberto. Espantosos como já me habituei a escrever no PC. Antes não conseguia largar o lapis de o papel. Os rabiscos escuros do carvãofaziam-me falta.
Estou completamente viciada em cafeína. O meu corpo ja nao passa sem uma café a meio da tarde, a não ser que esteja bem dormido. O que é raro. É raro ser viciada em qualquer coisa. Exluindo chocolate e campismo.
Longas noites mornas...
manhãs de preguiça enroscada num edredon
Suaves sestas debaixo de árvores
Tardes de praias longinquas, e de areais de emoções
Por do sol sem pressas, com um jantar à luz de uma lanterna.
Assim deveria ser Julho.
O meu mês preferido.
Julho devia, sem qualquer tipo de dúvida, ser o mês para tirar férias.
Longas tardes de praia, longas noites mornas de interminável lazer.
E aqui estou, atulhada em trabalho, com deadlines que me estrangulam e impedem de respirar. Aqui estou, notepad aberto. Espantosos como já me habituei a escrever no PC. Antes não conseguia largar o lapis de o papel. Os rabiscos escuros do carvãofaziam-me falta.
Estou completamente viciada em cafeína. O meu corpo ja nao passa sem uma café a meio da tarde, a não ser que esteja bem dormido. O que é raro. É raro ser viciada em qualquer coisa. Exluindo chocolate e campismo.
Longas noites mornas...
manhãs de preguiça enroscada num edredon
Suaves sestas debaixo de árvores
Tardes de praias longinquas, e de areais de emoções
Por do sol sem pressas, com um jantar à luz de uma lanterna.
Assim deveria ser Julho.
O meu mês preferido.
segunda-feira, julho 26, 2004
Erros
Não nos deixam errar o suficiente. Não nos deixam ver como é o mundo. Não nos deixam crescer de joelhos esfolados. Não temos espaço. Falo na qualidade da criança e adolescente que fui. Não temos espaço para sermos nós. Temos que ser mais alguém. Algo mais. E depois quando nos vemos tão vazios, anos depois, ficamos sem saber o que fazer.
Estou cansada de deixar a vida passar-me ao lado, porque não tenho espaço para errar. Estou cansada de nao ter o meu espaço, com tantas divisões nesta casa. Estou cansada de ter que estar triste porque é suposto que assim o esteja. E se não o estiver? É meu, o sofrimento, e a tristeza. São minhas as alegrias, os sorrisos. E gastarei tantos quantos queira.
Tudo o que não fiz, que desperdício.
Que desperdício, estas palavras estarem aqui. Terem que estar aqui.
E que faço agora com com este corpo de mulher nesta alma de adolescente?
Perdoem-me, mais uma vez, leitores anónimos. Perdoem-me, estas linhas não são para vós. Vão. Vão-se embora. Todos vocês, preciso de espaço para mim. Ja me chegam as linhas.
"I can finally be a teenager at age twenty-six..."
Estou cansada de deixar a vida passar-me ao lado, porque não tenho espaço para errar. Estou cansada de nao ter o meu espaço, com tantas divisões nesta casa. Estou cansada de ter que estar triste porque é suposto que assim o esteja. E se não o estiver? É meu, o sofrimento, e a tristeza. São minhas as alegrias, os sorrisos. E gastarei tantos quantos queira.
Tudo o que não fiz, que desperdício.
Que desperdício, estas palavras estarem aqui. Terem que estar aqui.
E que faço agora com com este corpo de mulher nesta alma de adolescente?
Perdoem-me, mais uma vez, leitores anónimos. Perdoem-me, estas linhas não são para vós. Vão. Vão-se embora. Todos vocês, preciso de espaço para mim. Ja me chegam as linhas.
"I can finally be a teenager at age twenty-six..."
Se calhar.
Se calhar não era nada disto. Mesmo nada. Custa-me é a crer que me tenha enganado tanto. Será?
Sento-me e pouso a mão na testa. Odeio enganar-me. É sintomático de mim, de quem sou. Eu não me engano, não posso...Tinha feito bem os cálculos. Ou não...? Rever todo o processo. Rever os ficheiros, as fotografias. Rever os diálogos, rever os dias e momentos. Há qualquer coisa que não está aqui. Onde foi? Será que a deixei nalgum sitio?
Paradeiro desconhecido. Dá-se recompensa.
Se encontrasse essa coisa. Se ela voltasse para mim. Será que alguma vez cá esteve? Dúvida.
Grave.
Será que não estava a não dei por isso? Não pode ser. Negação.
Grave. Gravissimo.
Eu vi-a. Estava ali.
Então não posso ter-me enganado.
Quando me passar a fase de negação eu volto.
Ate já.
Sento-me e pouso a mão na testa. Odeio enganar-me. É sintomático de mim, de quem sou. Eu não me engano, não posso...Tinha feito bem os cálculos. Ou não...? Rever todo o processo. Rever os ficheiros, as fotografias. Rever os diálogos, rever os dias e momentos. Há qualquer coisa que não está aqui. Onde foi? Será que a deixei nalgum sitio?
Paradeiro desconhecido. Dá-se recompensa.
Se encontrasse essa coisa. Se ela voltasse para mim. Será que alguma vez cá esteve? Dúvida.
Grave.
Será que não estava a não dei por isso? Não pode ser. Negação.
Grave. Gravissimo.
Eu vi-a. Estava ali.
Então não posso ter-me enganado.
Quando me passar a fase de negação eu volto.
Ate já.
sexta-feira, julho 23, 2004
apetece-me dizer-me.
apetece-me dizer-me... abraça-me a mim também, quero que sejas pó e luz na minha existência. Toca-me sem pretextos e deixa tudo ruir. Abraça o nada que vai na minha alma e preenche o meu corpo.......ainda estás aí...?
segunda-feira, julho 19, 2004
Poucas são as palavras
quando o silêncio se instala.
Poucos são os verbos,
com peso e verdade suficiente,
quando a presença se esvai.
Poucos somos nós, pequenos somos nós
quando a imensidão do vazio chega e se impõe.
Como podemos ser felizes noutra existência, se as pessoas que amamos estão aqui...?
quando o silêncio se instala.
Poucos são os verbos,
com peso e verdade suficiente,
quando a presença se esvai.
Poucos somos nós, pequenos somos nós
quando a imensidão do vazio chega e se impõe.
Como podemos ser felizes noutra existência, se as pessoas que amamos estão aqui...?
quinta-feira, julho 15, 2004
Como água para chocolate, perdoem-me o plágio.
Tanto tempo depois e ainda oiço aquela frase. E ainda me faz chorar.
Passaram (se eu fizer as contas saberei dizer-vos os dias exactos...) 1291 dias...30984 horas. Supondo que tomei um banho por dia são 1291 banhos, e ainda não consegui lavar da minha pele, e da minha vida aquelas palavras.
Tomara que venha um qualquer detergente que me apague esta nódoa. Uma qualquer lixívia que me branqueie a memória. Uma qualquer morte rápida que me alivie a consciência.
Hoje disse uma coisa tão triste. Muito triste, mesmo para mim, que sou triste, nasci triste ao que parece, qual Tita, que nasceu num rio de lágrimas, que ditou toda a sua vida.
Pode ser que morra durante o sono, pensei. E logo me assustei com esse pensamento.
Passaram (se eu fizer as contas saberei dizer-vos os dias exactos...) 1291 dias...30984 horas. Supondo que tomei um banho por dia são 1291 banhos, e ainda não consegui lavar da minha pele, e da minha vida aquelas palavras.
Tomara que venha um qualquer detergente que me apague esta nódoa. Uma qualquer lixívia que me branqueie a memória. Uma qualquer morte rápida que me alivie a consciência.
Hoje disse uma coisa tão triste. Muito triste, mesmo para mim, que sou triste, nasci triste ao que parece, qual Tita, que nasceu num rio de lágrimas, que ditou toda a sua vida.
Pode ser que morra durante o sono, pensei. E logo me assustei com esse pensamento.
sábado, julho 10, 2004
Again
Pay no attention. It is just your body dying.
sexta-feira, julho 09, 2004
Esquema de um coração
Hoje abdico dos meus sonhos.
Não de todos, só daquele mais importante, daquele que mais queria. Conformo-me à vida, (amostra de), sem ele. Tiro as pegadas, o rasto daquele sonho de dentro do coração. Não tenho espaço para ele. As emoções já estão apertadas, a prateleira da dor está cheia. Bem, o armário da alegria está meio vazio, mas não posso misturar os artigos...Não podemos guardar o esparguete junto do detergente para a roupa, pois não? Corremos o risco de estragar uma das coisas.
Num canto está empilhada a tristeza, tropeço nela de vez em quando. Tenho o deslumbramento cheio de pó por estar na prateleira de baixo, sem uso.
A saudade está em todo o lado e não sei onde guardei a satisfação. Acho que a pus naquela prateleira, lá em cima, junto com alguns sonhos. Tenho inclusivé algumas mágoas penduradas no tecto. No meio do chão estão as lágrimas que acabaram por salgar alguns ais, que tinham ficado por ali caídos, e os cristalizaram. Tenho que os deitar fora. As lágrimas, essas, chegam-me aos tornozelos.
Não de todos, só daquele mais importante, daquele que mais queria. Conformo-me à vida, (amostra de), sem ele. Tiro as pegadas, o rasto daquele sonho de dentro do coração. Não tenho espaço para ele. As emoções já estão apertadas, a prateleira da dor está cheia. Bem, o armário da alegria está meio vazio, mas não posso misturar os artigos...Não podemos guardar o esparguete junto do detergente para a roupa, pois não? Corremos o risco de estragar uma das coisas.
Num canto está empilhada a tristeza, tropeço nela de vez em quando. Tenho o deslumbramento cheio de pó por estar na prateleira de baixo, sem uso.
A saudade está em todo o lado e não sei onde guardei a satisfação. Acho que a pus naquela prateleira, lá em cima, junto com alguns sonhos. Tenho inclusivé algumas mágoas penduradas no tecto. No meio do chão estão as lágrimas que acabaram por salgar alguns ais, que tinham ficado por ali caídos, e os cristalizaram. Tenho que os deitar fora. As lágrimas, essas, chegam-me aos tornozelos.
Hoje à noitinha
Hoje à noitinha, quando chegar a casa do trabalho, vou acender a última vela de morango que lá tenho, vou apagar a luz da sala, e vou por a tocar o meu cd novo. Que inclui aquela musica do Barry White, com aquela parte inicial that goes something like this...
"We got it together, didn't we?
Nobody but you and me.
We got it together, baby. "
E vou dançar até me apetecer ir dormir...
Ah pois vou.
.
.
"We got it together, didn't we?
Nobody but you and me.
We got it together, baby. "
E vou dançar até me apetecer ir dormir...
Ah pois vou.


quarta-feira, julho 07, 2004
Panquecas...
listen very carrefuulllyy I shall say thizz only once...!
Peneirar (sabem o que é peneirar?) 100 gramas de farinha para uma tigela, abrir um buraco ao meio e juntar três ovos.
Juntae 1.75dl do leite e bater. No final de ter batido juntar mais 1.75dl de leite, e bater mais um bocadinho.
Deixar descansar 20 minutos e juntar 50 gramas de margarina derretida previamente e JÁ FRIA.
Por uma gotinha de óleo numa frigideira ANTI ADERENTE e espalhar com um guardanapo, retirando o excesso.
Utilizar a concha da sopa como medida com que se vai fazendo as panquecas. Quando for preciso ir passando o tal guardanapo com oleo na frigideira.
NAO TENTES VIRAR AS PANQUECAS NO AR. Vai virando com uma espátula. Depois de teres feito panquecas 150 vezes na tua vida tenta virar uma no ar. Não vais conseguir. Espera pela próxima vida.
Comentário receituais :
Se não seguires estas instruções à risca, as panquecas auto destruir-se-ão automaticamente, bem como esta mensagem. É sabido que só conseguimos ler a receita correcta das panquecas uma vez na vida, pelo que temos que a decorar imediatamente.
A parte do descanso das panquecas é fulcral. Se não se deixar descansar as panquecas elas ficam rabugentas e nao querem fazer nada. Dão o dobro do trabalho.
Do it with love. As panquecas são seres que odeiam más vibrações e podem pregar-te partidas muito más se estiveres com os azeites.(até porque elas se fazem nos óleos, e não nos azeites) Estilo cair-te em cima da cabeça quando as viras, ou cairem para trás do fogão. Ou ainda perseguirem-te pela casa fora, ou assobrarem-te os sonhos. Não estranhes se vires ao acordar panquecas no tecto de sua casa. É perfeitamente normal. Lembra-te de que ficou uma lá no dia anterior.
As panquecas são normalmente seres dóceis, a menos que detectem uma mulher naqueles dias do mês...Verdade, caros leitores. Acreditem. Não há panqueca que nao se vos cole á frigideira se a pessoa que as cozinha for uma senhora que jogue pelo benfica naquele momento.
Depois de estarem feitas, podem untá-las com o que vos mais apetecer, as panquecas nao são esquisitas e vão com todos. O meu conselho? Mel, natas, gelado e chocolate quente (não tudo ao mesmo tempo, comilões...!).
Alguém quer partilhar receitas de alguma coisa?
Eu ando muito culinária...!
Peneirar (sabem o que é peneirar?) 100 gramas de farinha para uma tigela, abrir um buraco ao meio e juntar três ovos.
Juntae 1.75dl do leite e bater. No final de ter batido juntar mais 1.75dl de leite, e bater mais um bocadinho.
Deixar descansar 20 minutos e juntar 50 gramas de margarina derretida previamente e JÁ FRIA.
Por uma gotinha de óleo numa frigideira ANTI ADERENTE e espalhar com um guardanapo, retirando o excesso.
Utilizar a concha da sopa como medida com que se vai fazendo as panquecas. Quando for preciso ir passando o tal guardanapo com oleo na frigideira.
NAO TENTES VIRAR AS PANQUECAS NO AR. Vai virando com uma espátula. Depois de teres feito panquecas 150 vezes na tua vida tenta virar uma no ar. Não vais conseguir. Espera pela próxima vida.
Comentário receituais :
Se não seguires estas instruções à risca, as panquecas auto destruir-se-ão automaticamente, bem como esta mensagem. É sabido que só conseguimos ler a receita correcta das panquecas uma vez na vida, pelo que temos que a decorar imediatamente.
A parte do descanso das panquecas é fulcral. Se não se deixar descansar as panquecas elas ficam rabugentas e nao querem fazer nada. Dão o dobro do trabalho.
Do it with love. As panquecas são seres que odeiam más vibrações e podem pregar-te partidas muito más se estiveres com os azeites.(até porque elas se fazem nos óleos, e não nos azeites) Estilo cair-te em cima da cabeça quando as viras, ou cairem para trás do fogão. Ou ainda perseguirem-te pela casa fora, ou assobrarem-te os sonhos. Não estranhes se vires ao acordar panquecas no tecto de sua casa. É perfeitamente normal. Lembra-te de que ficou uma lá no dia anterior.
As panquecas são normalmente seres dóceis, a menos que detectem uma mulher naqueles dias do mês...Verdade, caros leitores. Acreditem. Não há panqueca que nao se vos cole á frigideira se a pessoa que as cozinha for uma senhora que jogue pelo benfica naquele momento.
Depois de estarem feitas, podem untá-las com o que vos mais apetecer, as panquecas nao são esquisitas e vão com todos. O meu conselho? Mel, natas, gelado e chocolate quente (não tudo ao mesmo tempo, comilões...!).
Alguém quer partilhar receitas de alguma coisa?
Eu ando muito culinária...!
Mas...quem sois vós?
Repito...quem sois vós?
venho aqui de vez em quando, de quando em vez, não sei. E o número aumenta. Identifiquem-se, leitores anónimos. Não comam as minhas letras anonimamente. Não descansem neste areal de frases soltas e feitas sem estenderem a toalha da vossa identidade.
Quem sois vós?
venho aqui de vez em quando, de quando em vez, não sei. E o número aumenta. Identifiquem-se, leitores anónimos. Não comam as minhas letras anonimamente. Não descansem neste areal de frases soltas e feitas sem estenderem a toalha da vossa identidade.
Quem sois vós?
domingo, julho 04, 2004
Estou farta de atum.
Ao almoço, ao jantar. É obra... Aquelas maravilhosas caixinhas com peixe lá dentro, ja cozinhado. Abrir e comer. E dizem que faz bem, e que nao engorda.
Atum, desvario culinário.
Para os desvarios virtuais da vida.
Como hoje, que não é (sublinhe-se), não é terça feira e não tenho (sublinhe-se!), não tenho o senhor do gabinente dentro da minha cabeça a ditar-me coisas. Depois admirem-se se não conseguirem descortinar este puzzle. Mas ele vai aparecer.
He allways does.
II - They never are, sweet angel, they never are.
Aproveito a deixa, desculpa tão boa como outra qualquer, já que acabo de notar que a minha pseudo escrita lírica se inverteu inadvertidamente e irreversivelmente em frases soltas, pegadas por virgulas. Senão, veja-se. Viram?
III - Como disse...?
Pois disse. Sou uma pessoa muito influenciávela estímulos externos. E descrente. Vejo imagens que me chocam, isso reflecte-se em mim. Perco fios à meada, tenho cadeiras só com um braço, e escrevo linhas sobre nada. Nadas e coisas nenhumas que me prendem os minutos que não tenho, a preguiça que não posso ter. O descanso que não se assoma no horizonte.
IV - Juro que os mato.
Os homens do berbequim. Tinha que fazer disto um capítulo desta verbosidade non-sense. Caramba, se encontro linhas com palavras sobre nada, é apenas justo que se faça um comentário sobre este barulho que me atormenta, me deixa completamente insana.
E pelos vistos vai daqui a Madrid.
V - Escrevo diários.
Não gosto da palavra "diários". Prefiro "journals". É tão menos cor de rosa, tão menos "hoje beijei o zé-luis e ele apalpou-me uma mama."
(estou a ficar com escrita burguesa, tenho que me acautelar)
Gosto da ideia de Journals, gosto da imagem que construí para aquela palavra. Tal como "captain's log"...digam-me lá que piada tem "diário de bordo do capitão" ...?
(Isto data de Maio ou Junho, não sei.Uma qualquer quinta feira)
Ao almoço, ao jantar. É obra... Aquelas maravilhosas caixinhas com peixe lá dentro, ja cozinhado. Abrir e comer. E dizem que faz bem, e que nao engorda.
Atum, desvario culinário.
Para os desvarios virtuais da vida.
Como hoje, que não é (sublinhe-se), não é terça feira e não tenho (sublinhe-se!), não tenho o senhor do gabinente dentro da minha cabeça a ditar-me coisas. Depois admirem-se se não conseguirem descortinar este puzzle. Mas ele vai aparecer.
He allways does.
II - They never are, sweet angel, they never are.
Aproveito a deixa, desculpa tão boa como outra qualquer, já que acabo de notar que a minha pseudo escrita lírica se inverteu inadvertidamente e irreversivelmente em frases soltas, pegadas por virgulas. Senão, veja-se. Viram?
III - Como disse...?
Pois disse. Sou uma pessoa muito influenciávela estímulos externos. E descrente. Vejo imagens que me chocam, isso reflecte-se em mim. Perco fios à meada, tenho cadeiras só com um braço, e escrevo linhas sobre nada. Nadas e coisas nenhumas que me prendem os minutos que não tenho, a preguiça que não posso ter. O descanso que não se assoma no horizonte.
IV - Juro que os mato.
Os homens do berbequim. Tinha que fazer disto um capítulo desta verbosidade non-sense. Caramba, se encontro linhas com palavras sobre nada, é apenas justo que se faça um comentário sobre este barulho que me atormenta, me deixa completamente insana.
E pelos vistos vai daqui a Madrid.
V - Escrevo diários.
Não gosto da palavra "diários". Prefiro "journals". É tão menos cor de rosa, tão menos "hoje beijei o zé-luis e ele apalpou-me uma mama."
(estou a ficar com escrita burguesa, tenho que me acautelar)
Gosto da ideia de Journals, gosto da imagem que construí para aquela palavra. Tal como "captain's log"...digam-me lá que piada tem "diário de bordo do capitão" ...?
(Isto data de Maio ou Junho, não sei.Uma qualquer quinta feira)
Descobri
Descobri recentemente que gosto de escrever. Gosto de rabiscar este pedacinho de carvão nas folhas de papel . Gosto de pensar livremente sobre temas patéticos, gosto de sentir aquela luz no meu cérebro, indicando-me a primeira frase de um extenso (ou curto) areal de letras.
Esta primeira fase aparece na minha cabeça na proporção inversa à preocupação que tenho em que apareça. Quanto mais distraída estiver, melhor isto fica. É quase caso de possessão demoníaca ou divina. Não me interessam os pormenores destas sessões.
Simplesmente pareço aceder áquele gabinete secreto na minha cabeça, onde existe um senhor a ditar-me estes textos.
(...será que isto faz de mim uma daquelas religiosas fanáticas que diz que ouve vozes...? Eu oiço, oh se oiço!...
...
...
Cada dia me convenço que li Fernando Pessoa vezes demais...)
Esta primeira fase aparece na minha cabeça na proporção inversa à preocupação que tenho em que apareça. Quanto mais distraída estiver, melhor isto fica. É quase caso de possessão demoníaca ou divina. Não me interessam os pormenores destas sessões.
Simplesmente pareço aceder áquele gabinete secreto na minha cabeça, onde existe um senhor a ditar-me estes textos.
(...será que isto faz de mim uma daquelas religiosas fanáticas que diz que ouve vozes...? Eu oiço, oh se oiço!...
...
...
Cada dia me convenço que li Fernando Pessoa vezes demais...)
quinta-feira, julho 01, 2004
Pretérito Imperfeito
Ia escrever umas linhas bonitas, sobre corpos e união, mas vou deixar isso para depois.
Estou farta de prosa irritantemente bonita e perfeita. Dêm-me defeitos para o almoço. Estou farta de coisas cor de rosa, pintem-me de preto, castanho, cinzento. Pintem-me de algo diferente.
Agarre-me pelo braço sr. heterónimo Pessoa, tire-me daqui. Já lhe disse, agarre-me. Leve-me daqui, que não perco nada. Estou farta deste buraco negro cor de rosa que me suga a vida, segundo a segundo. Me irrita a cada hora, me desespera a cada dia, e me mata a cada ano.
Morro, morro, de tédio que seja, de irritação.
Vou por ali, por aqui, não interessa. Tenho sempre archotes a meio caminho a iluminar-me. Haja luz e fé nesta caminhada que não termina no outro lado do espelho.
- Lamento, mas a toca do coelho fechas as 17. Terá que voltar noutro dia
- Mas...vim..de propósito...esperava
- Tenha um bom dia. E despache-se, senão cortam-lhe a cabeça.
"Poderias dizer-me, por favor, que caminho hei-de tomar para sair daqui?
- Isso depende do sítio onde queres chegar! - Disse o Gato.
- Não interessa muito para onde vou... - retorquiu Alice.
- Nesse caso, pouco importa o caminho que tomes - interpôs o Gato.
- Desde que chegue a algum lado! - Acrescentou Alice à laia de explicação."
Lewis Carrol
Estou farta de prosa irritantemente bonita e perfeita. Dêm-me defeitos para o almoço. Estou farta de coisas cor de rosa, pintem-me de preto, castanho, cinzento. Pintem-me de algo diferente.
Agarre-me pelo braço sr. heterónimo Pessoa, tire-me daqui. Já lhe disse, agarre-me. Leve-me daqui, que não perco nada. Estou farta deste buraco negro cor de rosa que me suga a vida, segundo a segundo. Me irrita a cada hora, me desespera a cada dia, e me mata a cada ano.
Morro, morro, de tédio que seja, de irritação.
Vou por ali, por aqui, não interessa. Tenho sempre archotes a meio caminho a iluminar-me. Haja luz e fé nesta caminhada que não termina no outro lado do espelho.
- Lamento, mas a toca do coelho fechas as 17. Terá que voltar noutro dia
- Mas...vim..de propósito...esperava
- Tenha um bom dia. E despache-se, senão cortam-lhe a cabeça.
"Poderias dizer-me, por favor, que caminho hei-de tomar para sair daqui?
- Isso depende do sítio onde queres chegar! - Disse o Gato.
- Não interessa muito para onde vou... - retorquiu Alice.
- Nesse caso, pouco importa o caminho que tomes - interpôs o Gato.
- Desde que chegue a algum lado! - Acrescentou Alice à laia de explicação."
Lewis Carrol
